Gráficos X Diversão
Julho 1, 2009 at 1:58 pm | In Descategorizado | 2 CommentsBem
Esse Post é de um amigo que está fazendo uma participação especial aqui no Blog.
Ele é o x_nimb, o autor do Avulso De Papel e amigo meu.
Segue o dito cujo:
Primeiramente bom dia, hoje estava eu navegando pelas páginas da vida até me deparar com uma matéria um tanto interessante e que ao ler só o título já me veio a mente escrever sobre a mesma coisa aqui. Não, não é nada de ctrl+c e ctrl+v, são palavras minhas e de alguns sites que usei pra pesquisar sobre o assunto. Só antes de começar a falar sobre o assunto peço que entenda bem antes de criticar, pois críticas devem ser construtivas e não qualquer coisa. Bom.. push start!
Gráficos X Diversão
Atualmente há uma grande discussão correndo na indústria de jogos eletrônicos. Profissionais e jogadores discutem uma questão que não é nem um pouco simples: gráficos super realistas são mesmo necessários ou só a diversão é necessária?
Basicamente dá para identificar algumas correntes de pensamentos a esse respeito: os que acham que só os gráficos são necessários pra um jogo; os que acham que sempre deve existir novos consoles assim os gráficos irão melhorar e conseqüentemente irá aparecer jogos divertidos; os que acham que a diversão é a mecânica do jogo e os gráficos nem precisam ser trabalhados (sim ainda existe pessoas assim, raras, mas existem).
O que levanta essa questão obviamente são as desvantagens do desenvolvimento de gráficos realistas. Essas desvantagens são principalmente de ordem técnico-econômica: produzir arte suficiente para jogos com gráficos realistas, como modelos 3D, texturas, pinturas digitais, programar física de iluminação, shading, raytracing etc consome muito tempo e dinheiro. Grandes jogos para os consoles de melhor processamento gráfico desta geração tem custos de produção chegando a 30 milhões de dólares. Imagine ter o retorno abaixo do esperado após produzir um jogo por um período entre 3 e 5 anos e com custo de produção de 30 milhões de dólares (que pode subir a 60 mi na próxima geração de consoles, segundo Yves Guillemot, CEO da Ubisoft).
Por outro lado, a crescente indústria de jogos casuais e jogos em HTML (que podem ser jogados em navegadores de internet) mostra que mesmo jogos com gráficos simples ou até mesmo “nenhum gráfico” podem tornar um jogo um sucesso certo?. Afinal, esses jogos estão divertindo as pessoas, mesmo que não estejam enchendo seus olhos. Os belos gráficos podem ajudar ou ser até mesmo o principal motivo de escolha de grande parte dos jogadores por determinado jogo (eu sou aquele que olha os gráficos mas se o jogo não tiver diversão na dose certa vai ficar encostado lá no porta-cd, mas o que seria diversão na dose certa?), mas eles não são suficientes para sustentar as vendas a longo prazo, por que muitas vezes não conseguem sustentar nem a satisfação de quem os comprou.
Essa crescente industria dos jogos casuais pode vir a ser uma boa oportunidade para o Brasil. Atualmente, a grande maioria das produtoras no país não são capazes de competir em gráficos com as grandes produções estrangeiras, mas têm tudo que se necessita para produzir jogos casuais para computador e celular. Apenas para alertar: ser casual não significa ter gráficos mais simples, mas o mais comum é que os jogos assim classificados tenham gráficos simples mesmo, ou seja, gráficos simples mas com o foco em diversão como já dito linhas acima. Exemplo de Casual Game é o R.O.S.E ONLINE, diversão 9,5 gráficos 8.
Sob o ponto de vista do design, jogos com gráficos ultra realistas também apresentam outro problema: falta de identidade visual. O realismo “não tem estilo”, por assim dizer. À medida que os gráficos se aproximam da realidade, eles vão perdendo o estilo associado à abstração que o artista usa para solucionar os gráficos, perdendo assim algumas de suas características visuais marcantes. Há uma quantidade de jogos, principalmente os de tiro em primeira pessoa ambientados na Segunda Grande Guerra, que são quase indiscerníveis entre si a não ser por pessoas que já os conheçam bem. Mas será que foi uma boa coisa fazer isso ou a temática do jogo pediu isso? Creio eu que seja a temática, posso estar errado, claro.
Agora só uma pergunta super gráficos muito interessantes e admiráveis fazem o jogo super divertido e emocionante ou você ainda prefere só a diversão?
Confira uma galeria um tanta mista de gráficos ruins e muita diversão e gráficos bons e pouca diversão.
Sim, Nintendo, Sony e Microsoft, para não falarem que estou puxando saco de uma empresa e não mencionei jogo algum.
Novidades em breve!
Junho 23, 2009 at 1:00 pm | In Uncategorized | 2 CommentsPois é, amigo leitor imaginário, não vou mais postar noticias aqui (a menos que seja algo bombástico, mas mesmo assim será do meu ponto de vista) pretendo levar o blog pra outra direção. Pretendo postar alguns textos, reviews de jogos, séries filmes e etc… pra voltar à essencia do blog e deixá-lo Aleatório de fato e não uma cópia do LittleNerds
Bem, se restar algum leitor aqui e quiser opinar eu até gostaria que colocasse um comentário, mas de qualquer maneira a próxima postagem sai essa semana e será muito boa ( a minha mãe leu e achou linda).
Cal – Resetando o blog
Jogue Left4Dead completo e totalmente de Grátis!
Maio 1, 2009 at 12:58 am | In Uncategorized | Leave a CommentCorreto
Você não leu errado, meu caro amigo nerd e liso!
O Steam está oferecendo uma “Free Friday” completando com uma promoção de 40% de desconto no jogo, que é um JOGÃO (entenderam? jogo, JOGÃO? hein hein?)…
O jogo vem completo com todos os updates lançados e tras um novo modo de multiplayer e campanhas versus.
Left 4 Dead – 40% off this weekend only
April 30, 2009, 4:09 pm – Valve – General Announcement
In addition to the 24-hour free trial that just started, Left 4 Dead is now on sale at 40% off until Monday May 4th. L4D includes the recently released Survival Pack DLC, which introduces a new multiplayer game mode and two additional Versus campaigns. Those who wish to give L4D and the Survival Pack a try now just need to start up Steam and click here to start downloading.
Aqui vai um video pra quem ainda não conhece:
Agora cancele o download do pr0n e se prepare pra jogatina!
Cal
Deu a louca no STEAM[+OFERTA DO FIM DE SEMANA]
Abril 24, 2009 at 11:36 pm | In Uncategorized | Leave a Comment
Correto,
O STEAM está com uma super-ultra-mega-promoção para esse fim de semana, está oferecendo nada mais, nada menos que THE ORANGE BOX(ZOMGZOMGZOMG)pela quantia “simbólica” de 9,99 doletinhas!
Siiim, você não leu errado todos os jogos da Orange Box por 9,99 dólares, cara tá muito barato isso!
Porém, como alegria de pobre dura pouco a má notícia é que a plataforma STEAM só trabalha com Cartão de credito Internacional(CCI), mas isso não impede você, amigo nerd liso, de mendigar o cartão de algum amigo descolado para efetuar a compra e te mandar como Gift(como eu vou fazer, risos).
No Weekend Deal o que já era barato, ficou mais ainda, The Orange Box por apenas $9,99 .
http://store.steampowered.com/sub/469/
"Save 66% on The Orange Box this weekend only.
The winner of over 100 industry awards. Featuring: Half-Life® 2: Episode Two, the second installment in the Half-Life 2 episodic trilogy; Team Fortress® 2, the sequel to the game that put class-based, multiplayer team warfare on the map; and Portal, the game that blends puzzles, first person action, and adventure gaming to produce an experience like no other. Also includes Half-Life 2, the best-selling and highest-rated action game series of all time, and the episodic debut Half-Life® 2: Episode One."
É isso aí, agora vá jogar até esfolar os dedos nesse fim de semana!
Cal – alguem me empresta o CCI?
Braid, o que estava faltando no mundo 2d platformer(e sai pra PC hoje)
Abril 10, 2009 at 1:59 pm | In Uncategorized | Leave a Comment
Cooorreto.
Hoje os jogadores da plataforma PC(incrusive eu) estão sendo agraciados com essa pérola do mundo dos games.
Sobre o Jogo
Braid é um puzzle-platformer, desenhado como uma pintura, onde você pode manipular o fluxo do tempo em formas estranhas e incomuns. De uma casa na cidade, viaje para uma série de mundos e resolver enigmas para resgatar uma princesa raptada. Em cada mundo, você tem um outro poder de afetar o meio tempo comporta, e é a estranheza do tempo que cria os enigmas. Os comportamentos do tempo incluem: a capacidade de retroceder, objetos que são imunes a os efeitos do tempo, tempo que está ligada ao espaço, realidades paralelas, dilatação temporal e, talvez mais.
Braid trata o seu tempo com atenção uma preciosa, não há nenhuma enrolação neste jogo. Cada enigma revela algo novo e interessante sobre o mundo do jogo.
As características pincipais:
* Jogabilidade extremamente:
Braid é um 2-D plataforma jogo onde você nunca pode morrer ou perder. Apesar disso, Braid é um desafio – mas o desafio é de resolver puzzules, ao invés de forçar você a repetir saltos dificeis.
* Ambiente rico em puzzles:
Viaje através de uma série de mundos à procura de peças do quebra-cabeça e, em seguida resolver enigmas manipulando tempo: retrocedendo, criando universos paralelos, a criação de bols de dilatadação temporal. A jogabilidade é algo novo, os puzzles tem a intenção de inspirar novas formas de pensar.
* Estética desenho:
Um estilo pictórico e exuberante de arte, tilha sonora orgânica complementando a jogabilidade única.
* História não-linear :
Um enredo não-linear conecta vários mundos e fornece metáforas do mundo real para as suas manipulações temporais; as suas manipulações temporais são projeções dos temas do mundo real em universos onde conseqüências podem ser exploradas.
* Jogabilidade não-linear:
O jogo não irá forçá-lo a resolver puzzles para prosseguir. Se você não pensar em alguma solução, basta segur em frente e voltar mais tarde para resolver o puzzle.
Sim, depois de ler essa tradução de preguiçoso vá baixar o DEMO e veja se te agrada
O jogo está à vendo pelo STEAM e custa 15 doletas, lembrando que o STEAM trabalha apenas com cartão de crédito internacional)
Aqui vão algumas screens do DEMO, que tem como linguagem adicional o Português Pt-Pt.
E alguns videos com o gameplay:
System Requirements
- Operating System: Microsoft® Windows® XP / Vista / 7
- Processor: 1.4GHz or faster
- Memory: 768 MB or more
- Hard Disk Space: 200 MB or more
- Video Card: tbd
- DirectX® Version: DirectX® 9.0c
- Controller Support: Microsoft Xbox 360 Controller for Windows
- Official Website http://braid-game.com/
Boa Páscoa, muito chocolate, muita Coca-Cola e boa jogatina!
GTA4 PATCH 1.0.3 OUT!
Março 22, 2009 at 4:23 pm | In Uncategorized | Leave a CommentCorreto
Saiu mais um patch pro jogo do capeta, dessa vez(também) prometendo melhoras no desempenho do jogo.
Segue a lista das melhorias:
Gráficos
Interior Lights para placas ATI 1900 series:
1. Todas as light sources aparecem para usuários com placas ATI 1900 series.
2. ALT-TAB Concertado
3. Adicionado ao Menu de Opções: Desligar a Qualidade de Reflexão/Reflection quality
4. Adicionado ao Menu a Opções: Desligar a Qualidade das Sombras
Desempenho
1. Otimização na Physics quando ocorrem Physics Pesados, um exemplo: Nas corridas com 32 Jogadores.
2. Otimização na Performance Gráfica
Segurança
Detector de arquivos modificados
1. O Jogo mostrará uma mensagem de erro para usuários que Tentarem Entrar no Multiplayer que estiverem com arquivos modificados
A news ainda não está completa, quando for traduzindo os outros itens vou colocando aqui na news. Quem quiser acessar para ver a lista de correção,http://www.rockstargames.com/support/IV/PC/patch/
Link pra Download do patch… http://updates.rockstargames.com/patches/gtaiv/GTAIV_Patch_1030.rar
Cal. –procurando a p#$&%# do DVD pra testar
American McGee’s Alice
Março 14, 2009 at 10:24 am | In Descategorizado | 1 CommentTags: alice
Correto.
Eu peguei esse jogo já tem um tempinho e nunca tinha dado bola pra ele, o coitado estava encostado e perdido em meio a uma pilha de DVDs semelhante à Torre de Pisa.
Joguei-o e curti cada momento dessa magnífica versão de Alice. Logo após a jogatina corri para o senhor google para ver as impressões de pessoas que tambem tinham terminado o game e rir sozinho na frente do pc( eu sei que é um costume feio, mas enfim…). Por meio de vários links eu encontrei uma postagem do Eduardo Furlan, moderador do forum OuterSpace que disse tudo o que eu poderia comentar a respeito do jogo em um Review muito bom falando do jogo e também dando uma pincelada no conto Alice.
Deliciem-se
“Salve dinossauros da Outer.
Primeira vez que eu faço um tópico desses aqui no Retro. Confesso que fiquei meio intimidado, afinal, o nível dos tópicos aqui é coisa finíssima. Mas me esforcei bastante, e acho que obtive um resultado final satisfatório. Espero que curtam!
Além de simplesmente analisar o jogo, decidi fazer um pequeno especial, contando sobre as origens do personagem Alice e tudo mais. Ficou meio grande, mas acho que dá pra ler numa boa.
Sem mais delongas, segue o especial:
Lewis Carroll
Foto de Lewis tirada por ele mesmo.
Na verdade, Lewis Carroll era o pseudonimo usado por Charles Lutwidge Dodgson para assinar seus textos. Nascido na cidade de Cheshire (Inglaterra) a 27 de janeiro de 1832, filho de um pastor da igreja anglicana, Lewis recebeu uma educação religiosa, e foi preparado para, como seu pai, tornar-se um pastor. Entretanto, abandonou a vida religiosa e ingressou na universidade de Oxford, onde mais tarde tornaria-se professor de Matemática até 1881.
Em Oxford, já parte do corpo docente, Lewis conheceu Henry Lidell, que acabou tornando-se seu melhor amigo. Henry era pai de 3 meninas, entre elas Alice, que viria a se tornar a principal inspiração para seu mais famoso romance. Mas falaremos disso depois.
Muito embora seu grande legado artístico tenha sido Alice no País das Maravilhas, Lewis publicou em vida diversos livros acadêmicos sobre geometria, álgebra e lógica. Ele era fascinado por enigmas que envolvessem lógica e raciocínio matemático em sua resolução, tema esse que foi objeto de estudo em diversos de seus livros, e até mesmo Alice é repleto de enigmas, charadas e afins.
A partir de 1850, Lewis descobre uma nova vocação: a fotografia. Seu principal objeto de retrato eram crianças, muitas vezes nuas ou seminuas. Muito embora ele sempre solicitasse autorização dos pais das crianças para tal, existe uma série de suspeitas de que Lewis era um pedófilo. Seu gosto por fotografar crianças, somado a grande amizade que matinha com várias delas, são um ponto controverso de sua vida; assim como as suspeitas de uso de drogas pesadas (que teriam inspirado grandemente as situações e cenários nonsense de Alice. Vale lembrar as menções a cogumelos presentes nesta obra).
Duas semanas antes de completar 66 anos, a 14 de janeiro de 1898, Lewis falece, vítima de pneumonia.
Alice Liddel
Foto de Alice Liddel tirada por Lewis Carroll
Alice Liddel nasceu a 4 de maio de 1852. Segunda filha de Lorina Hanna e Henry Lidell, grande amigo de Lewis Carroll. Mais tarde, ainda na infancia, tornou-se muito próxima do escritor. Foi inclusive fotografada por ele, e não são pequenas as evidencias de que Lewis se sentia romantica e sexualmente atraído pela jovem Alice.
Quando Alice contava 11 anos de idade, Lewis afastou-se de sua família, em circunstâncias nunca totalmente explicadas, e a partir de então, seja qual fosse a relação entre Lewis e Alice, esta foi gradualmente desaparecendo.
Controvérsias a parte, Alice tornou-se inspiradora de uma das obras mais famosas da literatura universal, que veremos no próximo tópico.
Alice no País das Maravilhas(Alice’s Adventures in Wonderland)
Capa da primeira edição de Alice no País das Maravilhas
Muito embora Lewis Carroll seja autor de inumeras obras academicas e poemas, seu grande legado é este livro, publicado pela primeira vez em 1865, e escrito entre 1862 e 1865.
Lewis começou a compor este livro durante um passeio de barco com as três filhas de Henry Lidell. Como as meninas estavam entediadas durante o passeio, Lewis contou uma história para entrete-las, não coincidamente protagonizada por uma menina chamada Alice.
As meninas adoraram a história, e Alice pediu a Lewis que a escrevesse, para que ela pudesse ler novamente. Ele assim o fez, o livro acabou sendo publicado, tornando-se imediatamente fenomeno de vendas e objeto de culto de indivíduos ilustres tais como Oscar Wilde e a própria Rainha Vitória. Atualmente, estima-se que Alice no País das Maravilhas (Alice’s Adventures In Wonderlands, no original), já tenha sido publicado em mais de 100 edições diferentes, e traduzido para nada menos que 125 idiomas.
O enredo do livro trata de uma jovem, chamada Alice, que numa tarde entediada à beira de um rio, vê um coelho branco e o segue para dentro de sua toca. Ela acaba, com isso, sendo transportada a um mundo deveras estranho, governado pela Rainha de Copas e habitado por indivíduos tais como o próprio Coelho Branco, o Gato de Cheshire, o Chapeleiro Louco, e muitos outros personagens que tornaram-se iconicos na cultura pop ocidental. O livro acompanha as desventuras de Alice por esse estranho mundo, para no final descobrirmos que tratava-se apenas de um sonho da mesma. 





Uma série de ilustrações retratando personagens da obra. Da esquerda para a direta: Alice, Chapeleiro Louco, Coelho Branco, Lagarta, Alice segurando um flamingo-taco de croque com a Duquesa; e o Gato de Cheshire, em ilustrações de John Tenniel, e Alice com o Coelho Branco em ilustração de Arthur Rackham.
Alice graças a narrativa totalmente nonsense e surreal, e a prosa interessantíssima de Lewis Carroll, recheada de trocadilhos, enigmas e jogos de palavras, tornou-se um dos livros mais iconicos da literatura universal. As referências a esta obra são extremamente abundantes na cultura pop, e diversas adaptações para cinema e teatro foram feitas, a mais famosa delas lançada em 1952 pela Disney, tendo obtido grande sucesso e recebido uma indicação ao Oscar. 




Cenas do longa animado da Disney. Da esquerda para a direita: Alice com Twindle-Dee e Twindle-Dum, o Coelho Branco, Alice toma chá com a Lebre de Março e o Chapeleiro Louco, Alice conversa com a Lagarta; o Gato de Cheshire, e Alice com a Rainha de Copas.
Como todos já devem ter notado, Alice é uma obra infantil. Embora possa ser apreciada por adultos, em sua essencia é uma narrativa cômica e leve, ideal para as crianças. Ou pelo menos assim era, até cair nas mãos de um indivíduo chamado American James Mcgee, ou apenas American McGee, como viria a ser mundialmente conhecido.
American Mcgee
American James McGee nasceu a 13 de dezembro de 1972 nos EUA. Tornou-se designer de jogos eletronicos, e trabalhou na iD software, em jogos aclamados como Doom 1 e 2 e Quake 1 e 2. No ano de 1998, passou a trabalhar na EA, onde conceberia o projeto que o tornou mundialmente famoso no ramo: American McGee’s Alice.
Após Alice, ele ainda trabalhou em jogos como Bad Day LA e Scrapland, que não obtiveram o mesmo sucesso de crítica que Alice. Atualmente ele está envolvido com American McGee’s Grimm, baseado nos contos de fada do escritor alemão, e que está sendo lançado em episódios semanais.
Isso, porém, é assunto para outros tópicos. No momento, nosso objetivo é focar em sua obra máxima:
American McGees Alice
A capa do jogo, com Alice adolescente empunhado uma faca e acompanhada de Gato de Cheshire esquelético e distorcido, já dá o tom do clima que nos espera.
American McGee’s Alice tem como proposta lançar um novo olhar sobre o rico universo criado por Lewis Carroll. Ao invés da narrativa leve, da estética colorida e do público alvo basicamente infantil, temos um jogo pesado, sombrio, macabro, com cenários e enredo que não deixam nada a dever aos mais horripilantes jogos de terror.
O mais genial, é que o jogo não abre mão, em nenhum momento, do universo tradicional de Alice. Todos os elementos e personagens que fizeram história na obra de Carroll aparecem neste jogo. A diferença é que, se Alice originalmente parecia um sonho, aqui a estética vigente é a de pesadelo. Por exemplo, o outrora inofensivo Chapeleiro Louco, aqui é um cientista insano, que sequestra crianças para experimentos como lobotomia e implantação de partes mecanicas. A Lebre de Maio e o Dormidongo, antigamente seus companheiros durante o chá, tornam-se vítimas de seus experimentos macabros. O País das Maravilhas encontra-se mergulhado em conflitos e guerras. A Duquesa tornou-se uma canibal. E por aí vai. American McGee’s Alice definitivamente não é jogo para crianças. E, definitivamente, trata-se de um jogo com uma arte e uma ambientação inacreditáveis.
O enredo já dá o tom do que nos espera. Após a primeira aventura de Alice no País das Maravilhas (narrada no romance clássico de Carroll), a vida da pequena mudou. Seus pais morreram no incendio, ela sobreviveu mas ficou com graves sequelas mentais em decorrencia do trauma, e desde então está internada, em estado cataonico, num hospício. Sete anos mais tarde, Alice é trazida mais uma vez para o País das Maravilhas, por obra do Coelho Branco (como sabemos, o País das Maravilhas localiza-se dentro da mente de Alice). Porém, ao chegar lá, algo está diferente. O País das Maravilhas agora é uma terra decadente, arrasada, distorcida, tiranizada pela Rainha de Copas e seus servos.
Cabe a Alice, com a ajuda do Gato de Cheshire, do Coelho Branco e de alguns poucos aliados, derrubar o reinado da Rainha de Copas, e restaurar a paz ao País das Maravilhas.
Alice é, basicamente, um jogo de ação em terceira pessoa, com toques de plataforma. Controlamos, claro, a própria Alice, que vale-se de uma série de armas para combater os diversos capangas da Rainha de Copas. Estas armas fazem alusão à infância (um jogo de Jacks com lâminas que retalham os inimigos, uma caixinha de música explosiva e lança chamas, um par de dados que invoca um demônio para combater os inimigos), ao próprio universo de Alice (o lançador de cartas de baralho, e o flamingo taco de croque) e outras são inéditas (a lança que atira gelo ou a faca).
As armas, como percebemos, fogem do óbvio. Alice está muito longe de ser um jogo de tiro. No início do jogo, a grande maioria dos combates são resolvidos no corpo a corpo. Mesmo em estágios mais avançados, os combates sempre envolvem muita proximidade entre Alice e seus inimigos, e torna-se essencial escolher a arma certa para cada situação. Os armamentos não possuem munição individual. Todos eles consomem energia de uma mesma barra. Todos os inimigos, quando derrotados, fornecem itens que recarregam tanto esta barra quanto a de energia. Então, é sempre preciso planejar bem o combate, de forma a matar primeiro os inimigos mais fracos, evitando assim ser pego "de calças curtas" sem poder disparar arma nenhuma.
Por tudo isso, o combate em Alice é bastante intenso e interessante, apesar das deficiencias da jogabilidade (que falarei mais a fundo em breve).
Alice, porém, não fica só nos combates. O jogo também é recheado de puzzles bastante criativos, que exigem lógica e observação para serem solucionados. Há também algumas pitadas de exploração, e momentos bem plataforma, onde o que faz diferença são os pulos certeiros. Infelizmente, a jogabilidade prejudica essas etapas mais voltadas para a plataforma, já que os pulos são totalmente imprecisos e bem difíceis de se controlar.
GRÁFICOS
Mesmo com seus 8 anos de idade, American McGee’s Alice é um jogo belíssimo, que não faz feio nem perante jogos mais modernos. As texturas são ótimas, os cenários e personagens muito bem trabalhados, há belos efeitos de luz e água, e; considerando-se a época do lançamento, a física é muito boa, contando com detalhes como o laço no vestido de Alice, que se movimenta de acordo com os movimentos dela. Quem tiver uma placa de vídeo mais moderna pode colocar alguns filtros, e obter um resultado ainda melhor.
NOTA: 20/20
SOM
As dublagens são deveras inspiradas, cada personagem possui um timbre e uma entonação que casam perfeitamente com suas demais características. O sotaque carregado de Alice por exemplo, ou o timbre macio e grave do Gato de Cheshire.
As músicas não ficam atrás, são sensacionais. Compostas pelo baterista da banda Nine Inch Nails, as canções misturam elementos como piano, percussão e caixinhas de música. O resultado é primoroso, com músicas suaves, melancólicas, sombrias e que de certa forma nos remetem a infância. Só pena as canções serem tão curtas e minimalistas, o que algumas vezes as torna repetitivas.
NOTA: 9/10
JOGABILIDADE
Aqui reside o calcanhar de Aquiles deste jogo. Infelizmente, a jogabilidade é muito simplista. Os combates por exemplo, são extremamente rasos, do tipo "apertar um botão e esperar". Não há como manter a mira fixa em um inimigo, não há métodos eficazes para de desviar de ataques, não há combos, não há variedade de ataques corpo a corpo.
E os pulos são lamentáveis. Em alguns momentos, já mais próximos do final do jogo, onde os pulos precisos são indispensáveis para se avançar, o jogo chega a ficar frustrante. É muito difícil controlar adequadamente os pulos de Alice, o sistema de se agarrar automaticamente nas bordas é falho, e nunca sabemos onde vamos cair.
Claro que com o tempo é possível se acostumar. Porém, não há desculpa. a jogabilidade é fraca mesmo. Pelo menos, os comandos são poucos e fáceis.
NOTA: 13/20
ARTE
Se a jogabilidade é uma mancha em American McGee’s Alice, a arte é o diamante que mais brilha nele. Faltam palavras para descrever a extremamente bem sucedida transição do universo de Alice, de um local belo, colorido e pueril, para uma terra distorcida e monstruosa. Os cenários alternam localidades sombrias, outras quase bucólicas, outras ainda mais voltadas para a melancolia, outras que parecem saídas direto de um jogo de horror tal como Silent Hill. E tudo isso sem, em nenhum momento, descaracterizar o rico universo aliciano. Mesmo nos momentos mais horripilantes, lá estão o humor nonsense, as situações cômicas e absurdas; enfim: a arte desse jogo deixaria orgulhoso Lewis Carroll. É uma das direções de arte mais inspiradas já vistas num videogam em todos os tempos, apenas isso.
O enredo não fica atrás. Personagens e situações vistas no livro rendem momentos muito bem sacados. A história em si é bastante diferente do livro, até porque trata-se de uma sequencia da mesma. Mas ela é perfeitamente compatível com o universo criado por Carroll, e nós chegamos mesmo a pensar que foi ele próprio quem a escreveu.
NOTA: 20/20
DIVERSÃO
Alice é o tipo de jogo que te deixará grudado na tela. A despeito de sua jogabilidade meia boca, a variedade de desafios, armas e ambientes, e o desejo de acompanhar o denserolar do enredo nos mantém colados ao monitor até o jogo acabar. Cito ainda como ponto forte o desafio equlibrado e o combate que se torna melhor conforme adquirimos novas armas.
Como ponto fraco fica a jogabilidade, que torna certos desafios muito frustantes.
NOTA: 26/30
CONCLUSÃO
American McGee’s Alice é um dos melhores jogos já feitos. Ponto. A despeito de suas imprefeições, algumas até bastante graves, é um jogo que simplesmente não deve passar em branco por ninguém. Todos devem joga-lo, nem que seja para entender como a direção de arte em entretenimento eletronico faz toda a diferença, e deveria ser levada muito mais a sério.
NOTA FINAL: 88/100
Screenshots 













Reparem nas fotos a aparição de alguns personagens, como o Gato de Cheshire, o Coelho Branco, O Chapeleiro Louco e a Rainha de Copas, na visão de American McGee.”
PS: esta postagem foi autorizada pelo Furlan, e para conferí-la na íntegra clique aqui.
Who plays The Watchmen? [+Download]
Março 13, 2009 at 1:48 am | In Descategorizado | Leave a CommentTags: download, free, game, GTA4, mirax, pc, watchmen
Correto.
Graças a correria do mundo moderno e também à senhora mãe do progresso universal( a preguiça ), trago-lhes hoje o download do demo de Watchmen: The End is Nigh.
Pra quem não vive no planeta Terra, ou estava em uma ilha deserta/caverna e não conhece Watchmen use o google e leia a HQ do mago Alan Moore e depois volte aqui.
E você, caro nerd, que leu essa magnífica obra já pode baixar a demo do jogo baseado no filme para poder comparar e falar mal à vontade.
Requerimentos Minimos:
Operating System: Microsoft® Windows® XP SP1+ (32bit & 64bit), Vista SP1+ (32bit & 64bit)
Processor: 1.8Ghz 64bit (dual core)
Memory: 1 GB RAM
Hard Disk Space: 2GB Available HDD Space
Video Card: Geforce® 6800 or greater, ATI Radeon™ x800 series or greater, shader 3.0 and 256MB video memory required
Sound Card: DirectX® compatible sound card
Internet Connection: Broadband Internet Connection
DirectX® Version: DirectX® 9.0c
Bem, aparentemente está leve! vamos ver na hora da jogatina…
Imagens da Demo:
E um video do gameplay:
Na minha cabeça o Rorschach era mais baixo e mais forte, enfim…
Download no link:
Tom Clancy’s: H.A.W.X. DEMO OUT!
Março 3, 2009 at 1:03 am | In Descategorizado | Leave a CommentCorreto
Saiu o tão esperado demo de Tom Clancy’s: H.A.W.X., o jogo que pretende balancear Silmulação e Arcade usando um engine realista.
Vamos baixar porque o jogo é lindo, é leve, é divertido e é de grátis! (tão dizendo que roda até em fx5200
)
Fotos pra ter uma idéia da belezura:
Lindão né?
Ah, e esse estágio é no Brasil sim!
Agora Wallpapers de brinde:
Aqui, no site oficial tem mais coisinhas pra baixar
E agora um vídeo do gameplay da versão PC:
Puts! esqueci do download, oops
No Link:
Cal – Baixando, baixando e baixando.
The Last Remnant PC DEMO OUT
Fevereiro 25, 2009 at 12:30 am | In Uncategorized | Leave a CommentTags: demo, download, free, game, last, pc, remnant
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